Alfredo Volpi, pintor ítalo-brasileiro considerado pela crítica como um dos artistas mais importantes da segunda geração do modernismo, nasceu em Lucca (Itália), no ano de 1896. Veio para o Brasil com pouco menos de um ano. Durante sua adolescência foi decorador muralista de interiores. Aos 16 anos, em 1914, pintou sua primeira obra. Neste período (1914-1930), sua pintura caracterizou-se pela aproximação naturalista das formas e cores. Na década seguinte aproxima-se do Grupo Santa Helena, nome atribuído pelo crítico Sérgio Milliet aos pintores que, a partir de meados da década de 1930, se reuniam nos ateliês de Francisco Rebolo e Mario Zanini. Todos eles, de origem humilde, exerciam atividades artesanais e proletárias para poder sobreviver. Influenciado por Ernesto de Fiori, desenvolve a partir de então um cromatismo mais vívido, em detrimento da textura, quase translúcida. Após algumas participações em mostras coletivas sem grande expressão, participa do VII Salão Paulista de Belas-Artes em 1940. Em 1941, do XLVII Salão Nacional de Belas-Artes do Rio de Janeiro, da I Exposição do Osirarte e do I Salão de Arte da Feira Nacional de Indústrias, em São Paulo. Sempre valorizou o trabalho artesanal, construindo suas próprias telas, pincéis e tintas, que eram feitas com pigmentos naturais, usando a técnica de têmpera para criar suas veladuras. Em 1950 volta à Itália na companhia de Rossi Osir e Mário Zanini. É seduzido pela arte dos góticos, principalmente Giotto. Inicia, também, uma fase construtivista, que compreende um período estático, com fachadas e casas, que se transforma nos anos 60, em esquemas óticos e vibráteis puramente cromáticos, das bandeirinhas e fitas. Ganha, em 1953, o prêmio da II Bienal Internacional de São Paulo, com o qual conquista a fama. Volpi morreu aos 92 anos, em 1988, em São Paulo. |