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Biografia

Candido Portinari (1903 – 1962)

Cândido Portinari (1903 - 1962)

Candido Torquato Portinari, pintor brasileiro com quase cinco mil obras, de pequenos esboços a gigantescos murais, foi o artista brasileiro a alcançar maior projeção internacional, nascido no dia 29 de dezembro de 1903, numa fazenda de café perto da cidade de Brodoswki, no estado de São Paulo. Recebeu apenas educação primária, mas desde criança manifestou grandes dotes artísticos. Aos quinze anos de idade foi para o Rio de Janeiro em busca de um aprendizado mais sistemático em pintura, matriculando-se na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1928 conquista o Prêmio de Viagem à Europa da Exposição Geral de Belas-Artes, de tradição acadêmica. Em 1935 obtém seu primeiro reconhecimento no exterior, a Segunda menção honrosa na exposição internacional do Carnegie Institute de Pittsburgh, Estados Unidos, com uma tela de grandes proporções, intitulada Café, retratando uma cena de colheita típica de sua região de origem. A inclinação muralista de Portinari revela-se nos painéis executados no Monumento Rodoviário situado na Rodovia Presidente Dutra, em 1936, e nos afrescos no edifício do Ministério da Educação e Saúde, realizados entre 1936 e 1944. Em 1944 também tem 81 ilustrações incluídas na edição ilustrada do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis; é inaugurada, em Washington, a exposição Paintings by Candido Portinari of Brazil; participara, com a obra Espantalho, da exposição Art in Progress, comemorativa aos 15 anos do MoMA. Em 1945 inicia as obras de decoração do conjunto arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte, destacando-se o mural São Francisco e a Via Sacra, na Igreja da Pampulha. Em novembro de 1947, por motivos políticos, Portinari exila-se no Uruguai, onde pinta o painel A primeira Missa no Brasil. De volta ao Brasil em junho de 1948, 4 águas-fortes e 36 de seus desenhos a nanquim são incluídos na edição ilustrada de O Alienista, de Machado de Assis. Em 1951 a 1º Bienal de São Paulo reserva a ele uma sala especial. Em 1953, inaugura o conjunto de obras sacras da Igreja Matriz de Batatais, onde foi batizado. Assina contrato em 1955 com o Ministério das Relações Exteriores para executar os dois painéis Guerra e Paz para a ONU. A importância de Portinari como pintor e para a compreensão do Brasil de sua época não se limita ao legado pictórico. Ele representou, também, um importante polo de captação e irradiação das principais preocupações estéticas, artísticas, culturais, sociais e políticas de sua geração. Candido Portinari morreu no dia 6 de fevereiro de 1962, vítima de intoxicação pelas tintas que utilizava. Sua morte ocorreu em meio aos preparos de uma grande exposição de cerca de 200 obras no Palácio Real em Milão.

 
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