Mário Raul de Moraes Andrade nasceu em São Paulo, no dia 9 de outubro de 1893. Participou ativamente da Semana de Arte Moderna, em 1922, ao lado de Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Guilherme de Almeida, Anita Malfatti, entre outros. Foi um dos principais ideólogos do movimento modernista, atuando como crítico de arte, escritor e poeta. Além do romance Macunaíma (1930), publicou também poemas nos livros Paulicéia Desvairada (1922), Losango Cáqui (1926), Clã do Jabuti (1927), Remate de Males (1930), Poesias (1941), Lira Paulistana (1946) e O Carro da Miséria (1946). Colaborou com crônicas e textos críticos nos jornais O Diario de São Paulo e Folha de São Paulo. Foi criador do Departamento de Cultura do Município de São Paulo, da Discoteca Municipal, da Revista do Arquivo Municipal e da Sociedade Brasileira de Etnografia e Folclore. Lecionou música e História da Música no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e foi professor de estética na Universidade do Distrito Federal, no Rio de Janeiro. Responsável pelo anteprojeto de lei que instituiu o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, ocupou o cargo de diretor da regional sul da mesma instituição. Viveu cercado de amigos e discípulos, com os quais trocou correspondência intensa durante toda sua vida. Faleceu em 25 de fevereiro de 1945, em sua casa, na Rua Lopes Chaves. |