Em 11 de janeiro de 1890, nasce em São Paulo José Oswald de Sousa Andrade, que viria a se tornar ao longo de sua vida um dos mais importantes representantes da literatura brasileira como romancista, poeta, dramaturgo, ensaísta e jornalista. Em 1908, conclui os estudos no Colégio São Bento com o diploma de Bacharel em Humanidades. De família abastada, Oswald inicia sua carreira no jornalismo como redator e crítico teatral do Diário Popular em 1909, assinando a coluna "Teatro e Salões". Em 1915, participa do almoço em homenagem a Olavo Bilac, promovido pelos estudantes da Faculdade de Direito. Torna-se membro da Sociedade Brasileira dos Homens de Letras, fundada em São Paulo por Bilac. Em 1917, conhece Mário de Andrade. Defende a pintora Anita Malfatti das críticas violentas feitas por Monteiro Lobato ("A exposição de Anita Malfatti", no Jornal do Comércio, São Paulo, 11/01/1918). Participa do primeiro grupo modernista com Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, Ribeiro Couto e Di Cavalcanti. De 1917 a 1922 escreve regularmente no Jornal do Comércio. Em 1922, participa da Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal de São Paulo. O objetivo deste movimento era mostrar as novas tendências artísticas que já vigoravam na Europa. Esta nova forma de expressão não foi compreendida pela elite paulista, que era influenciada pelas formas estéticas européias mais conservadoras. Entre os vários artistas e intelectuais envolvidos, foi um dos escritores de maior destaque junto com nomes como Guilherme de Almeida e Manuel Bandeira. Em 1928, lê o “Manifesto Antropófago” para amigos na casa de Mário de Andrade. Publica o “Manifesto Antropófago” na “Revista de Antropofagia”, que ajuda a fundar, com os amigos Raul Bopp e Antônio de Alcântara Machado. Falece em São Paulo, em 22 de outubro de 1954, em sua residência na Rua Marquês de Caravelas, 214. É sepultado no jazigo da família, no cemitério da Consolação, em São Paulo. É homenageado postumamente pelo Congresso Internacional de Escritores, em 1954. Em 1990, no centenário de seu nascimento, a Oficina Cultural Três Rios passa a se chamar Oficina Cultural Oswald de Andrade. |